|
|
C Kloske  quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
A Bel tava muito preocupada com a nevasca que teve na Europa logo antes da gente chegar. Quando desembarcamos em Munique, vimos um pouco de neve acumulada nos cantos.
Aqui vale um parênteses: eles jogam brita, pedrinhas moídas, em cima da neve nas calçadas, pra ninguém escorregar. Mas depois a neve derrete, e as ruas ficam cheias de brita espalhada. É feio, mas acho que evita acidentes.
Então, voltando à neve. O tempo esteve feio e fez muito frio nos primeiros dias. Mas não choveu, nem nevou. Depois o tempo abriu, e achamos que não nevaria mais. Até que, na manhã de ontem, enquanto a gente acabava de se arrumar pra ir tomar o café, olhei pela janela e estavam caindo uns floquinhos fracotes de neve. Pareciam uns pingos de chuva em câmera lenta. Como vieram, pararam, rapidamente. Mas quando fomos sair do hotel pra ir até a estação de trem, voltaram com toda a força. Mas também foi só o tempo de andar de um ponto ao outro. Logo depois virou uma chuva chata.
Então não dá pra considerar que nevou de verdade. Foi mais tipo um preview.
Mas pra quem nunca tinha andado pela rua com neve caindo, foi divertido.
C Kloske  quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Nosso plano inicial era escrever no blog durante a viagem. Pra conseguir fazer isso, compramos um chip de celular aqui em Munique. Teríamos acesso à internet no iPhone por uma fração do preço da rede wifi no hotel. E melhor, o tempo todo, em qualquer lugar.
Ou melhor: em quase todos os lugares. Porque, infelizmente, o único lugar onde o chip da operadora O2 não pega é justamente… o quarto do nosso hotel! O único não: também não pega dentro da maioria dos restaurantes, antigos e de paredes pesadas.
Não deu pra parar na rua pra escrever, então meio que desistimos. Só agora tive a brilhante ideia de escrever no bloco de notas e copiar pro Wordpress depois. Porque não pensei nisso antes???
De qualquer forma, agora que a viagem está acabando (vamos embora amanhã),
deu pra escrever alguma coisa.
Sobre Munique: a cidade é espetacular. Bela arquitetura, lindas igrejas, tudo muito arrumado e limpo, transporte eficiente (mais sobre isso depois), povo simpático e atencioso, ótima comida e cerveja excelente. Passeamos muito, andamos bastante, comemos e bebemos muito bem.
Depois contamos mais, com maiores detalhes.
C Kloske  segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
A mala está aberta na sala, ainda desarrumada. A papelada, passagens, confirmação de reservas, passaportes, já está tudo separado. Em pouco mais de 12 horas embarcaremos. Ontem a noite foi um pouco tensa, com as notícias de nevascas na Europa e Estados Unidos. O vôo do Gu, para Nova Iorque, atrasou mais de 4 horas! O avião que veio de JFK ficou retido por causa da neve, e chegou com atraso no Rio. Felizmente, segundo a Infraero, nosso avião, vindo de FRA, estava com algum atraso, mas pousou em GRU. Ah, pois é: Rio-Frankfurt pela Tam não rola… Tem que pegar o vôo em São Paulo.
Ficamos preocupados porque temos que pegar um trem 2h30m após nosso desembarque em Frankfurt. E a passagem foi comprado com antecedência, pré-paga, sem direito a cancelamento, reembolso ou remarcação. Tenso! Mas ao que parece vai dar tudo certo! O tempo em Frankfurt já melhorou bastante, está esquentando de novo. Ou melhor, está fazendo menos frio agora…
No final das contas, resolvemos ficar somente em Munique. Realmente, Frankfurt não tem muitos atrativos. E como vamos passar o Natal em Munique, teremos 1 ou 2 dias “mortos”, sem muita coisa pra fazer a não ser passear. Então vai sobrar pouco tempo pra ver os museus. Ainda mantivemos os planos de conhecer Salzburgo, mas vai depender do tempo no dia 25. Como nada abre em Munique, pelo menos poderíamos passear de carro. Poderíamos, porque vai depender do clima no dia. Nem reservamos carro ainda, vamos fazer tudo lá na estação de trem, dependendo das condições. A Bel não quer pegar estrada com neve. Nem eu. Com chuva eu topo, ela nem isso… Hehehehe! Mas ainda existe o trem, o que seria uma pena, porque dirigir na Autobahn é um barato!
Vamos tentar twittar sempre que possível. Quero comprar um chip de celular alemão, com acesso à dados. Arrumei vários programinhas legais para usar por lá, com mapas, informações turísticas, restaurantes, horários do transporte público, mas depende de acesso à internet. Se conseguir, vai dar pra twittar. E com fotos do iPhone!
A internet no hotel é um roubo!, então não vamos levar o laptop. Pode ser que consigamos escrever posts durante a viagem, mas não é garantido. E as fotos tiradas com a câmera “de verdade“, provavelmente só na volta. Aguardem!
Bel  domingo, 15 de novembro de 2009
Subindo pela escada rolante do Ponteio Lar Shopping, shopping voltado para decoração, em Belo Horizonte, me deparei com uma fileira de luminárias que, de longe, pareciam a Miss K, desenhada pelo Philippe Starck, para a italiana Flos.
 Miss K desenhada por Philippe Starck para Flos
Entrei na loja e indaguei a respeito. Como as luminárias estavam no mezanino, a vendedora gentilmente leu as informações sobre a peça: o selo é da empresa Starlux Silmar, feita na China e com preço um pouco mais de R$ 600,00 (não me lembro do preço exato). Pois é…Trata-se de uma cópia!
Diante de tal circunstância, sinto-me envergonhada: pela vendedora, pelo dono da loja, por quem compra e pelas autoridades deste país. Como permitem a entrada destas cópias? E, depois, a venda em lojas aparentemente respeitáveis?
É tudo tão surreal que, nos EUA, a peça original custa U$288 enquanto a cópia no Brasil custa U$ 348!! :-0
No Brasil, a Dominici e a La Lampe importavam as peças autênticas. Não sei se ainda o fazem. O preço era astronômico.
Aliás, as peças originais no Brasil são caríssimas em virtude do tamanho do mercado consumidor. No entanto, se há mercado para comprar uma cópia por um preço superior ao da peça original em outros mercados, como fica essa explicação da lei de mercado?
Para conhecer um pouco mais sobre esta bela peça, vale ler o post da Apartment Therapy Unplugged.
C Kloske  sábado, 14 de novembro de 2009
A Bel vai ter férias coletivas no final do ano. Então a gente ficou pensando em viajar pra algum lugar nessa época. Como a gente tinha milhas da TAM, ficamos restritos aos destinos atendidos pela cia. aérea. E, como queríamos conhecer algum lugar novo, e como ir pra Alemanha não é nenhum sacrifício, resolvemos conhecer Munique na época do Natal. E, de quebra, sentir muito frio…
A idéia é usar Munique como base, e eventualmente alugar um carro para conhecer Salzburg e o castelo de Neuschwanstein. Esses destinos ficam a menos de 2 horas, de carro, de Munique, então é bem tranquilo de passear e voltar no final do dia. Não faz sentido alugar o carro por muito tempo, porque em Munique dá pra ver quase tudo a pé, ou de transporte coletivo. Então nossa idéia é alugar por uns 2 dias. E não gastaremos muito com estacionamento no hotel (sempre muito caro!).
Vamos de avião até Frankfurt, e lá no aeroporto pegamos o trem ICE para Munique. A viagem leva pouco mais de 3 horas, o trem é muito confortável.
 Foto tirada por nomadpete: http://www.flickr.com/photos/nomadpete/
Já emitimos as passagens aéreas, já compramos o trecho de trem Frankfurt Airport – München Hbf, já reservamos o hotel em Munique. Falta só decidir se vamos, no último dia, dormir em Frankfurt e aproveitar pra conhecer a cidade. Ainda poderíamos descansar antes do vôo de volta, sem ter que emendar trem+avião.
À medida que formos definindo mais coisas sobre a viagem vamos postando aqui. E nossa idéia é, durante a viagem, ir contando para os amigos nossas aventuras.
Bel  sábado, 14 de novembro de 2009
Achei interessante o aparelho de telefone (na verdade, parte de um) para ser acoplado ao notebook ou ao celular, via entrada USB.
O fabricante usa a nostalgia para chamar a atenção para o produto, que foi lançado há uns 2 anos…
É o “Retro Handset“, apropriado para quem usa o Skype.
O curioso é que o antigo neste caso ainda convive entre nós como aparelho de telefone fixo em contraposição ao aparelho celular. Seria a obsolescência da telefonia fixa?
Bel  sábado, 14 de novembro de 2009
 A foto foi tirada do site do Claude Troisgros.
Fomos almoçar no sábado, no 66 Bistrô, cuja proposta é combinar pratos franceses com o paladar carioca. O restaurante é do Claude Troisgros, e está sob o comando do seu filho, o chef Thomas Troisgros. Apesar de conhecermos outros pratos da casa, desta vez, resolvemos experimentar a “Feijoada Cassoulet”, feliz exemplo da combinação das culinárias francesa e brasileira.
Uma delícia!! O caldinho de feijão é divino!! Confesso que nunca pensei que fosse desfrutar de tal experiência em um restaurante com sotaque francês.
Instalado em uma casa, no Jardim Botânico, com serviço de manobrista, ar condicionado potente (o que no calor do Rio faz toda a diferença) e ambiente agradável e aconchegante.
A comida é saborosa, uma deliciosa combinação de sabores. A “Feijoada Cassoulet” é composta por uma seleção de saladas, feijoada tradicional e cassoulet.
Os preços são justos, mas não são preços populares. O cardápio está disponível no site do restaurante: www.66bistro.com.br Aliás, todos os restaurantes da família no Rio apresentam o cardápio com os preços nos respectivos sites.
Já recomendava o restaurante aos amigos de fora do Rio, agora tenho mais um motivo: a feijoada! Esse é um dos 3 restaurantes da família Troisgros no Rio. Depois falamos dos outros: CT Brasserie e Olympe.
Bel  sábado, 14 de novembro de 2009
Fomos jantar em um restaurante de cozinha francesa, o Taste-Vin, em Belo Horizonte. Experiência positiva envolvendo os 5 sentidos: visão, audição, paladar, olfato e tato (este por conta de nossos carinhos).
Instalado em uma casa, acho que dos anos 30, piso de taco, com canção francesa ao fundo, decoração simples lembrando os pequenos restaurantes franceses. Ambiente agradável. Apesar de estar cheio, não se ouvia a conversa das mesas próximas.
Uma coisa me chamou a atenção, o aroma de flor de cerejeira misturado com o leve cheiro dos pratos servidos. Os aromas familiares trouxeram boas lembranças e me fizeram simpatizar com o local. Não sei a procedência do cheirinho adocicado, mas associei imediatamente ao perfume da L’Occitane. A ausência de aromas nesta cidade vale um post a parte…
A comida é saborosa, embora não tenha alcançado nossa expectativa (formada pelos comentários e indicações que vimos na mídia). O serviço é atencioso, acima da média encontrada em Belo Horizonte (onde os serviços não são dos melhores).
Achamos os preços caros, similares aos restaurantes de São Paulo e Rio de Janeiro, sendo que não os alcança em qualidade. Aliás constatamos que o custo de vida em Belo Horizonte é mais alto do que nas 2 cidades citadas.
Como estavámos de carro, não tomamos vinho. Pena que a maioria não adote essa atitude.
Bel  sábado, 14 de novembro de 2009
Sempre que estou em uma livraria, fico contente, mas esta semana, senti uma alegria maior ainda.
A princípio, achei inusitado o diálogo do marido na livraria: ao comprar um livro sobre internet, papo vai, papo vem, ele dava consultoria ao vendedor. O vendedor estava preocupado com a queda das vendas em virtude da oferta de livros por melhores preços na internet e marido explicava como se adequar a esta realidade com base na teoria da cauda longa. O vendedor interessado chamou o seu gerente para levar essas idéias para a direção da empresa.
Saí de lá com uma sensação boa. Na hora não entendi o motivo, só fui pensar nisso depois…
A postura positiva deste vendedor me lembrou a história dos 2 pedreiros que são indagados sobre o seu trabalho: o primeiro responde que está assentando tijolos e o segundo que está construindo uma catedral. É a maneira que cada um de nós encara a vida.
Esse diálogo me levou também a pensar como ainda é possível, de forma gratuita, a troca de informações e a difusão de conhecimento. E voltei para a maneira individual de encarar a vida… Hoje, parece-me que as pessoas envolvidas com a internet e genuinamente preocupadas com a sustentabilidade possuem valores diferentes da maioria e não são movidas somente pelo ganho de bens tangíveis.
Isso me fez lembrar que a vida é simples, inspiração de nome de revista…Que, aliás, eu gosto de ler.
A sensação boa foi por encontrar pessoas que compartilham dos nossos valores. E assim, vamos difundindo-os aos poucos mas com firmeza.
C Kloske  quarta-feira, 11 de novembro de 2009
(Ou “A melhor pizza do mundo, até agora…”)
Não fica em São Paulo, não fica no Rio. Vai ver que na Itália tem melhor, mas dizem que brasileiro não gosta muito de pizza italiana. A melhor pizzaria que a gente já foi fica em Belo Horizonte, no bairro do Belvedere, pertinho do BH Shopping.
A Pizzaria Tavola tem um ambiente muito agradável, a decoração é sóbria e aconchegante. E as pizzas que saem do forno à lenha deixam Brás, Capricciosa e afins, comendo poeira. Tem algumas pizzas criativas, como a “La Fogosa”, que gostamos muito: mussarela de bufala e linguiça picante. Muito boa!
 Foto tirada do site sortimentos.com
Mas não importa qual o recheio, o show da Tavola está na massa da pizza. Nada daquelas massas finíssimas, que ficam todas empapadas com molho de tomate. Nem aquelas horríveis massas pan, estilo Domino’s e Pizza Hut. A massa da Tavola é na medida certa, e deliciosa. E ainda tem, de entrada, a Piedina, que nada mais é que a massa da pizza, assada sem molho nem nada. Uma delícia!
|
|
Comentários