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Bel  sábado, 14 de novembro de 2009
Fomos jantar em um restaurante de cozinha francesa, o Taste-Vin, em Belo Horizonte. Experiência positiva envolvendo os 5 sentidos: visão, audição, paladar, olfato e tato (este por conta de nossos carinhos).
Instalado em uma casa, acho que dos anos 30, piso de taco, com canção francesa ao fundo, decoração simples lembrando os pequenos restaurantes franceses. Ambiente agradável. Apesar de estar cheio, não se ouvia a conversa das mesas próximas.
Uma coisa me chamou a atenção, o aroma de flor de cerejeira misturado com o leve cheiro dos pratos servidos. Os aromas familiares trouxeram boas lembranças e me fizeram simpatizar com o local. Não sei a procedência do cheirinho adocicado, mas associei imediatamente ao perfume da L’Occitane. A ausência de aromas nesta cidade vale um post a parte…
A comida é saborosa, embora não tenha alcançado nossa expectativa (formada pelos comentários e indicações que vimos na mídia). O serviço é atencioso, acima da média encontrada em Belo Horizonte (onde os serviços não são dos melhores).
Achamos os preços caros, similares aos restaurantes de São Paulo e Rio de Janeiro, sendo que não os alcança em qualidade. Aliás constatamos que o custo de vida em Belo Horizonte é mais alto do que nas 2 cidades citadas.
Como estavámos de carro, não tomamos vinho. Pena que a maioria não adote essa atitude.
Bel  sábado, 14 de novembro de 2009
Sempre que estou em uma livraria, fico contente, mas esta semana, senti uma alegria maior ainda.
A princípio, achei inusitado o diálogo do marido na livraria: ao comprar um livro sobre internet, papo vai, papo vem, ele dava consultoria ao vendedor. O vendedor estava preocupado com a queda das vendas em virtude da oferta de livros por melhores preços na internet e marido explicava como se adequar a esta realidade com base na teoria da cauda longa. O vendedor interessado chamou o seu gerente para levar essas idéias para a direção da empresa.
Saí de lá com uma sensação boa. Na hora não entendi o motivo, só fui pensar nisso depois…
A postura positiva deste vendedor me lembrou a história dos 2 pedreiros que são indagados sobre o seu trabalho: o primeiro responde que está assentando tijolos e o segundo que está construindo uma catedral. É a maneira que cada um de nós encara a vida.
Esse diálogo me levou também a pensar como ainda é possível, de forma gratuita, a troca de informações e a difusão de conhecimento. E voltei para a maneira individual de encarar a vida… Hoje, parece-me que as pessoas envolvidas com a internet e genuinamente preocupadas com a sustentabilidade possuem valores diferentes da maioria e não são movidas somente pelo ganho de bens tangíveis.
Isso me fez lembrar que a vida é simples, inspiração de nome de revista…Que, aliás, eu gosto de ler.
A sensação boa foi por encontrar pessoas que compartilham dos nossos valores. E assim, vamos difundindo-os aos poucos mas com firmeza.
C Kloske  quarta-feira, 11 de novembro de 2009
(Ou “A melhor pizza do mundo, até agora…”)
Não fica em São Paulo, não fica no Rio. Vai ver que na Itália tem melhor, mas dizem que brasileiro não gosta muito de pizza italiana. A melhor pizzaria que a gente já foi fica em Belo Horizonte, no bairro do Belvedere, pertinho do BH Shopping.
A Pizzaria Tavola tem um ambiente muito agradável, a decoração é sóbria e aconchegante. E as pizzas que saem do forno à lenha deixam Brás, Capricciosa e afins, comendo poeira. Tem algumas pizzas criativas, como a “La Fogosa”, que gostamos muito: mussarela de bufala e linguiça picante. Muito boa!
 Foto tirada do site sortimentos.com
Mas não importa qual o recheio, o show da Tavola está na massa da pizza. Nada daquelas massas finíssimas, que ficam todas empapadas com molho de tomate. Nem aquelas horríveis massas pan, estilo Domino’s e Pizza Hut. A massa da Tavola é na medida certa, e deliciosa. E ainda tem, de entrada, a Piedina, que nada mais é que a massa da pizza, assada sem molho nem nada. Uma delícia!
C Kloske  quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Na semana retrasada, fomos pra São Paulo, e aproveitamos pra conhecer o Dalva e Dito, o restaurante mais simples do Alex Atala. Ficamos no salão principal, cuja decoração não achamos nada demais. É um galpão com pé-direito bem alto, e móveis simples e rústicos. Legal mesmo é a cozinha aberta: dá pra ver os caras preparando todos os pratos. Se voltar lá, vou querer uma mesa perto do vidro, pra colar como eles fazem!
 Vista da cozinha
A Bel comeu um singelo filet acebolado com arroz e ovo frito. Eu pedi filet à milanesa com salada de batatas. Bom, ela não achou o dela nada demais. Vai ver que esperava mais… Mas a milanesa estava espetacular. A melhor de todos os tempos. E a salada de batatas é perfeita. Vem tudo da cozinha sem nenhuma apresentação, e eles terminam de montar na sua frente, em uma mesa auxiliar (um carrinho). Bacana!
E, apesar de ser tocado por um chef badalado (que por sinal estava lá, circulando entre as mesas), o Dalva e Dito não é caríssimo. Preços normais, e pratos muito bem servidos. Nada de nouvelle cuisine. Cozinha brasileira da melhor qualidade!
 Dalva e Dito com painel de Athos Bulcão ao fundo
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